

A depressão é produto de alterações biológicas cerebrais, de desajustes nas conexões eletroquímicas entre os neurônios, as sinapses. Por um processo complexo e ainda não totalmente elucidado, ocorrem alterações sistêmicas de ineficiência de processamento.
Um dos maiores desafios está em não dispormos de exames laboratoriais ou de imagem para identificar ou confirmar tais alterações. Sendo assim, para o diagnóstico do transtorno, é necessária uma entrevista clínica cuidadosa identificando a duração, o curso e o detalhamento dos sintomas.
Sempre que possível, as informações devem ser complementadas e verificadas por indivíduos próximos ao paciente. Frequentemente, os efeitos cognitivos associados à doença causam dificuldades na autopercepção, impactando na descrição dos próprios sintomas.
Devemos sempre estar atentos aos sinais, pois a tristeza é só uma das manifestações. Entre os sintomas principais, estão os prejuízos de sono, do apetite, da concentração e da capacidade para pensar e tomar decisões. Ocorre uma redução na capacidade de “bem-estar", de ter alegria e sentir prazer. Pode haver perda geral do interesse, incapacidade para sentir, cansaço, baixa autoestima e pensamentos de culpa e inutilidade. Em casos mais graves, podem surgir pensamentos de morte e ideação suicida.
Atualmente, dispomos de um arsenal terapêutico eficaz que inclui medidas farmacológicas, psicoterápicas e mudanças no estilo de vida. A prevenção do quadro, assim com a abordagem precoce, ainda são as melhores condutas. Para tanto, o diagnóstico é o passo fundamental para iniciar o tratamento e oferecer o suporte apropriado ao paciente.
CRM SP 213865 | RQE 110611
CRM MG 71304 | RQE 59605